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Questões e o mundo que elas criam

O mundo é um lugar complexo cheio de mistérios.

Para compreendê-lo, preciso fazer perguntas.
As questões são o que me impulsiona a explorar, a aprender e a crescer.

As questões permitem ver o mundo de uma nova perspectiva.
No entanto, as questões não definem o mundo. 
O mundo é maior do que qualquer pergunta que eu possa fazer.
Sempre haverá coisas que não sei, coisas que não posso explicar.

A amplitude do mundo varia inversamente à quantidade de questões feitas para o criar.

Poucas questões, mundo maior.
Muitas questões, mundo menor.

Vou tentar explicar.

O que é isto?
É um mistério.

Quando faço poucas perguntas, o mundo parece vasto e infinito.
Há sempre algo novo para aprender, sempre um mistério a resolver.
Percebo que ainda tenho muito a aprender sobre ele.
Ainda podem surgir muitas surpresas e desafios.

Há coisas que não posso ver, não posso tocar, não posso explicar.
Quando faço poucas perguntas, estou aberto a essas possibilidades.
Disposto a aprender algo novo, mesmo que seja difícil ou estranho.

Como uma criança que está a aprender sobre o mundo.
Ela faz perguntas, porque está curiosa sobre tudo.
Quer saber como as coisas funcionam, como o mundo é feito.

O mundo é feito de possibilidades.

O tempo passou e comecei a fazer mais perguntas.
Quis entender tudo o que está ao meu redor.
Quis encontrar respostas para as minhas dúvidas.
Foi aí que comecei a achar que o mundo é menor do que realmente é.
Respostas surgem no caminho das questões.
Talvez o problema aumente com as respostas que acumulo

Começo a pensar que sei tudo, que já entendo o mundo.

As possibilidades diminuem.

O mundo diminui.

Qual é o problema de questionar demasiado?

A dúvida e a incerteza constante.
Quando questiono demasiado, é difícil tomar decisões ou seguir em frente com a minha vida.
Isso pode afetar-me de várias maneiras.

Paraliso, fico incapaz de agir.
Quando penso demasiado em todas as possibilidades, pode ser difícil dar o próximo passo.
Fico inseguro e a ansiedade entra em cena.
Isolo-me dos outros.
Às vezes pode ser complicado conectar-me com quem não compartilha das mesmas dúvidas.

O mundo começa a fechar.

Quando só leio livros sobre um determinado assunto posso começar a achar que só existe uma maneira de ver o mundo.
Quando só vejo notícias de um determinado canal posso começar a achar que só existe uma versão da verdade.
Quando me associo a pessoas que compartilham das minhas opiniões posso começar a achar que só existe uma maneira de viver.

Quando faço muitas perguntas, começo a ver através de uma lente de respostas.

Isso significa que começo a interpretar as coisas de acordo com as minhas crenças e expectativas.
A minha visão do mundo corre o risco de se limitar.

Questionar não é bom nem mau.

As perguntas são apenas ferramentas.

Elas ajudam a compreender o mundo, mas não podem fornecer todas as respostas.

O mundo é um lugar misterioso e fascinante. 
É um lugar para ser explorado, para ser questionado.
A paz da questão encontra-se no equilíbrio entre questionar e aceitar a incerteza.

Questiona como uma criança.

Aproveita o teu dia.

Trinta & Três

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